sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

RETROSPECTIVA - UDRN



É RETROSPECTIVA QUE VOCÊS QUEREM?

ENTÃO VOCÊS TERÃO! HIHIHI









O objetivo do componente foi discutir os diversos conceitos associados a desenvolvimento e seus impactos nas sociedades. Conhecer e discutir sobre desenvolvimento humano e social para entender o contexto em que vivemos, com suas peculiaridades, diferenças regionais, especificidades e até mesmo, entender sobre desigualdade social e sustentabilidade.





Qual a diferença básica entre "crescimento econômico" e "desenvolvimento econômico"? O primeiro está associado ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, uma elevação da produção de todos os bens, produtos e serviços da região/país. Já o segundo, está relacionado a questões qualitativas como melhoria do bem estar e qualidade de vida da população e considera o grau de satisfação/felicidade das pessoas, estando assim, relacionado com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Assim, para se "medir" desenvolvimento humano, leva-se em consideração aspectos como educação, saúde, renda, pobreza, esperança de vida, entre outros. No vídeo abaixo (sugerido pela professor Joel Felipe), podemos saber mais sobre desenvolvimento humano: 


 Sabemos que o crescimento econômico e os aspectos levados em conta pelo IDH podem ser muito díspares quando se compara um país desenvolvido e outro em desenvolvimento, e também, quando se compara diferentes regiões de um mesmo país. De acordo com o Atlas de Desenvolvimento Humano, "o crescimento econômico de uma sociedade não se traduz automaticamente em qualidade de vida e, muitas vezes, o que se observa é o reforço das desigualdades. É preciso que este crescimento seja transformado em conquistas concretas para as pessoas: crianças mais saudáveis, educação universal e de qualidade, ampliação da participação política dos cidadãos, preservação ambiental, equilíbrio da renda e das oportunidades entre todas as pessoas, maior liberdade de expressão, entre outras."







DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO NORDESTE

    Aqui, discutiremos sobre as contribuições de Tânia Bacelar, o desenvolvimento na região Nordeste e a política nacional de desenvolvimento regional. Especialista em desenvolvimento regional, a economista Tânia Bacelar estuda a Região Nordeste desde 1966, quando ainda era estudante universitária e ingressou na Sudene. 
    Durante o processo de colonização portuguesa no Brasil, o nordeste teve um papel preponderante na economia do país com o cultivo da cana de açúcar, algodão e tabaco. Com a revolução industrial e a industrialização brasileira (Estado Novo), o foco da economia é transferido principalmente para o sudeste (com suas indústrias) e, assim, o nordeste sai do foco do desenvolvimento e do investimento econômico. Com isso, é possível observar como o contexto histórico e a base da economia de um país podem influenciar na concentração de riquezas e na desigualdade econômica e social. Contudo, a partir da década de 1970 começa o processo de desconcentração industrial com a criação da Sudene, a qual promove benefícios fiscais para instalação de indústrias no nordeste, promovendo uma melhora no desenvolvimento da região; mas, quando comparado às outras regiões do país, ainda é insuficiente e desigual. Para Tânia Bacelar, é possível reduzir as desigualdades quando as políticas têm uma visão regional. Assim, para superar essa situação, é importante que políticas de desenvolvimento econômico e social sejam elaboradas de forma específica para a região e por pessoas que conhecem a região, o que não ocorre na prática (ainda priorizam-se projetos nas regiões Sul e Sudeste). E que essas políticas/projetos sejam postos em prática, dinamizando a economia da região/do país promovendo o desenvolvimento social de forma concomitante.







QUEM FOI CELSO FURTADO?

   Celso Monteiro Furtado (Pombal, 26 de julho de 1920 — Rio de Janeiro, 20 de novembro de 2004) foi um economista e pensador brasileiro, responsável pela articulação de muitas das políticas de cunho econômico desenvolvidas no Brasil nas últimas décadas. Bacharel em Direito e doutor em Economia. Em 1958 ocupa o cargo de diretor do BNDE (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico) onde permanecerá por um ano, para logo depois ser convidado pelo presidente Juscelino Kubitschek para elaborar o Plano de Desenvolvimento do Nordeste, que daria origem à SUDENE, órgão pelo qual foi responsável durante cinco anos (1959-64). http://www.interpretesdobrasil.org/sitePage/66.av
   Ele acreditava que o Nordeste era a síntese do subdesenvolvimento do Brasil e inquietava-se com a desigualdade social. Por isso, teve grande papel na luta pelo desenvolvimento do nordeste. Acreditava que a pobreza é consequência da má distribuição da riqueza e enfrentá-la seria combater os privilégios que fazem com que a concentração de renda seja uma condição de acumulação das elites. 
    Discutimos em sala o capítulo "a profecia do colapso" do livro "o mito do desenvolvimento econômico", onde o autor traz a seguinte questão formulada no encontro do "Clube de Roma": "o que acontecerá se o desenvolvimento econômico, para o qual estão sendo mobilizados todos os povos da terra, chegar efetivamente a concretizar-se, isto é, se as atuais formas de vida dos povos ricos chegarem efetivamente a universalizar-se?" E então, ele demonstra a sua preocupação com o meio ambiente, afirmando que a pressão sobre os recursos não renováveis e a poluição do meio ambiente seria tão grande que o sistema econômico entraria em colapso. Além disso, aponta pra ilusão de que o progresso tecnológico ajudará a resolver esse problema, quando na verdade faz é agravá-lo.
    Celso Furtado escreveu, dentre muitos outros, o livro "Formação econômica do Brasil" em 1959. Abaixo, vídeo com um sucinto comentário do escritor, jornalista, crítico literário e documentarista Maurício Melo Júnior sobre o mesmo:










Vídeo "Pensando com Celso Furtado".


DESENVOLVIMENTO DOS TERRITÓRIOS DO BAIXO SUL


Neste aspecto, discutimos o texto de Amílcar Baiardi e Francisco Teixeira (2010) em formato de apresentação de slides em grupo. O referido texto busca aprofundar o conhecimento sobre as potencialidades e oportunidades de desenvolvimento do Sul da Bahia, estimulando a busca por um debate que vá em direção a um plano de desenvolvimento sustentável para a região.
O texto aborda, dentre outros aspectos: a crise do cacau e as possibilidades de recuperação; os problemas da construção do Porto Sul, o qual será interligado por via férrea até Caetité; as possibilidades de projetos alternativos na economia (turismo, agroindústria do cacau, agricultura familiar) e infraestrutura (saneamento, habitação, energia, etc.). Além disso, os autores mostram alguns requisitos para que os projetos alternativos sejam viáveis e promovam um desenvolvimento sustentável. 
Meu grupo apresentou sobre "Delineamento de possibilidades para um projeto alternativo", onde os autores abordam, dentre outros aspectos:
1- A recuperação da lavoura cacaueira, a qual é indispensável para preservação do que resta de Mata Atlântica na região, mantida a técnica de cultivo denominada “cacau cabruca” (se baseia na manutenção das árvores de grande porte da Mata Atlântica para sombreamento), além de sugerir a criação de uma rede de pequenas fábricas de cacau de alta qualidade, estimulando o desenvolvimento econômico.
2- Turismo: evitar o "turismo de massa" e aumentar a média de gasto/dia por turista, mediante a veiculação de roteiros de turismo ecológico, rural e cultural.
3- Infraestrutura viária: sugere a requalificação do aeroporto de ilhéus transformando-o em internacional com área alfandegada para mercadorias, a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna e da BR 101.
4- Saneamento básico: além da coleta e tratamento de esgotos, sugere a implantação de um Plano Diretor para os resíduos sólidos, envolvendo toda a região (desenvolvimento de consórcios municipais).
Com esse trabalho, foi possível conhecer mais sobre a região, seus problemas e possibilidades, além de desenvolver a percepção de que é possível buscar um alinhamento entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade, respeitando a natureza e especificidades regionais.


  O nó: ato humano deliberado" foi um filme indicado pelo professor Joel para ser discutido em sala de aula. 

    Esse filme de Dilson Araújo, aborda o fato a partir das evidências e dos argumentos contidos nos relatos dos depoentes e em documentos oficiais.
    A introdução criminosa da doença vassoura-de-bruxa nas plantações de cacau do sul da Bahia e o fracasso da intervenção do Governo brasileiro através do Programa de Recuperação da Lavoura ocasionaram um desastre socioeconômico e ecológico sem precedentes, que inviabilizou mais de seiscentos mil hectares da cultura, destruindo as vidas e os sonhos de milhares de famílias de trabalhadores rurais, cacau cultores e comerciantes. As consequências da catástrofe continuam repercutindo desde 1989 e afetam uma importante zona biogeográfica, onde vivem quase três milhões de pessoas. Esse filme de Dilson Araújo, aborda o fato a partir das evidências e dos argumentos contidos nos relatos dos depoentes e em documentos oficiais.

 



LEMBRANDO QUE O QUADRIMESTRE TA ACABANDO, E AS INSCRIÇÕES NOS COMPONENTES JÁ COMEÇARAM E ELES ATÉ PROLONGARAM. É ATE HOJE VIU:? ASSIM QUE A EDIÇÃO DO VIDEO FICAR PRONTA COMPARTILHAREI COM VOCÊS!
GRANDE BEIJO!

QUE VENHA 2018.1 


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