quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

UDRN-21/11/ 2017

Oi gente!! Tudo bem com vocês?



Vou fazer uma pergunta a vocês! Hahaha


Vocês conhecem ou já ouviram falar sobre Celso Furtado?
Já leram o livro " O mito do desenvolvimento econômico"?
  


Pois bem, irei lhes apresentar!

Sobre o autor:
Celso Furtado nasceu em Pombal, sertão paraibano, em 1920. Foi um economista e pensador brasileiro, responsável pela arquitetura de muitas das políticas de cunho econômico arquitetadas no Brasil nas últimas décadas. Adepto de uma atitude intervencionista no funcionamento da economia, seu pensamento apresenta-se, sob vários aspectos, em sintonia com as ideias promovidas pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), órgão da ONU criado para auxiliar os países latino-americanos no desenvolvimento de ações econômicas que permitam seu progresso financeiro e econômico.
Foi Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1944), Doutor em Economia (1948) pela Universidade de Paris (Sorbonne). Realizou estudos de pós-graduação na Universidade de Cambridge, Inglaterra (1957), sendo Fellow do King`s College. Participou da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Após a participação na Força Expedicionária, atua como técnico de administração do governo brasileiro, entre 1944 e 45, tornando-se depois economista da Fundação Getúlio Vargas entre 1948 e 49.



Celso é um dos economistas brasileiros mais destacados ao longo do século XX.
                                                                                                  


FURTADO, Celso. O mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974




Celso Furtado escreveu, em 1974, que a idéia de desenvolvimento econômico é um simples mito. 
Na primeira parte do livro traz uma questão: O que acontecerá se o desenvolvimento econômico, para o qual estão sendo mobilizados todos os povos da terra, chegar efetivamente a concretizar-se, isto é, se as atuais formas de vida dos povos ricos chegarem efetivamente universalizar-se? 
Se tal acontecesse, a pressão sobre os recursos não renováveis  e a poluição do meio ambiente seriam de tal ordem (ou, alternativamente, ,o custo do controle da poluição seria tão elevado que o sistema  econômico mundial entraria necessariamente  em colapso.

“Como negar que essa idéia tem sido de grande utilidade para mobilizar os povos da periferia e levá-los a aceitar enormes sacrifícios, para legitimar a destruição de formas de culturas arcaicas, para explicar e fazer compreender a necessidade de destruir o meio físico, para justificar formas de dependência que reforçam o caráter predatório do sistema produtivo?” (Furtado, 1974:75-6).          
Sua primeira afirmação é a de que os mitos têm exercido uma inegável influência sobre a mente dos homens que se empenham em compreender a realidade social. Os cientistas têm sempre buscado apoio em algum postulado enraizado num sistema de valores que raramente chegam a explicar. O mito congrega uma série de hipóteses que não podem ser testadas (Furtado, 1974:15).
 Segundo Furtado, a literatura sobre o desenvolvimento econômico nos dá um exemplo meridiano dos mitos nas ciências sociais: pelo menos noventa por cento de seu conteúdo se fundam na idéia, que se dá por evidente, segundo a qual pode ser universalizado o desenvolvimento econômico, tal qual vem sendo praticado pelos países que lideram a revolução industrial. Os padrões de consumo da minoria da humanidade que atualmente vive nos países altamente industrializados poderão ser acessíveis às grandes massas de população em rápida expansão que formam a periferia. Essa idéia constitui, seguramente, um prolongamento do mito do progresso, elemento essencial na ideologia da revolução burguesa, na qual se criou a atual sociedade industrial (Furtado, 1974:16).             
Passamos à outra vaca sagrada dos economistas : o Produto Interno Bruto (PIB).
Esse conceito ambíguo, amalgama considerável de definições mais ou menos arbitrárias, transformou-se em algo tão real para o homem da rua como foi o mistério da Santíssima Trindade para os camponeses da Idade Média na Europa. Mais ambíguo ainda é o conceito da taxa de crescimento do PIB.
Recomendo a leitura do livro!!
Após a elucidação do texto de Celso Furtado, pude compreender, que o mito gira em torno de que vamos conseguir alcançar o desenvolvimento de outros países. E isso se torna complicado porque é difícil imitar  um outro lugar bem desenvolvido.


Acesse o link abaixo para assistir o documentário: Pensando com Celso Furtado.

Foi passado um vídeo, de forma comparativa, sobre os níveis  do consumo mundial. O VÍdeo trata a respeito do desencadeamento  do consumismo, o qual somos submetidos todos os dias, pelas inúmeras propagandas.

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