A docente Evani nos pediu para levantarmos informações a respeito da existências de manifestações culturais negras, na Região. Buscar saber: detalhes sobre o evento - o que, quando, como acontece; quais são os elementos que traz, principais características. Qual é a origem, quem são os responsáveis, onde acontece (na rua, lugar específico, etc.)
De posse dessas informações, devíamos organiza-las e compartilhá-las, em período a ser discutido, em sala.
A partir disso, eu e minha colega Raíssa por termos gostado muito da dança dos orixás decidimos aprofundar sobre o tema.
A pesquisa que teve como objetivo configurar o cenário da dança em terreiros de
candomblé, buscando transposições do ritual para o educacional. Por meio de
pesquisa bibliográfica, aliada à pesquisa de campo e ao relato de experiência,
foi possível compreender a dança e seu sentido mítico, bem como a
gestualidade sagrada do ser dançante. As observações realizadas no terreiro
de candomblé na cidade de Floresta Azul, os referenciais teóricos, bem como a
experiência concretizada com alunas da Universidade Federal do Sul da Bahia,
possibilitaram-nos delinear perspectivas de trabalho com danças de orixás no
setor educacional. Pudemos constatar que a riqueza gestual, mitológica e
cultural dessas danças podem ser concretizadas nas aulas a partir de temas
geradores, sendo os terreiros de candomblé um importante laboratório de
pesquisa. O trabalho com danças de orixás representaria uma forma de
concretização de novas visualizações acerca de manifestações culturais ainda
inferiorizadas, contribuindo para a diminuição dos preconceitos no meio
acadêmico e para o estreitamento da relação universidade-sociedade.
A Dança tem papel
fundamental na religião do candomblé, logo que, é uma religião musical e
culturalmente rica, é através da dança que o povo de santo cultua e
homenageia seus orixás.
Ficou claro que os terreiros não representam apenas um espaço de
manifestação religiosa, mítica, mas constituem ainda um laboratório de
pesquisas primordial às nossas construções; um irradiador de idéias e
possibilitador de conhecimentos.
As danças dos orixás é de forma grandiosa que não impõem idade, sexo, raça,
credo ou cor e que podem contribuir para que os indivíduos se voltem para a
vivência de sua corporeidade, de suas crenças, de seus mitos, tão camuflados
na modernidade.
É importante que se tenha vivência de outros
tempos e espaços, a todos os que gostarem de ousar e se sentirem incitados a
novas experiências e transposições.
Até a próxima postagem!
1 abraço

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